quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

MITOS E LENDAS sobre a Inquisição

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Imagem falsa e popular: 
cenas como esta, onde inquisidores estão usando fogo e uma roda gigante para torturar hereges são muitas vezes retratadas, mas nunca ocorreram realmente.

Ao contrário da crença popular, a tortura foi utilizada muito raramente.

 Foi usada menos pela Inquisição do que foi nos tribunais de outros países da Europa no momento.

As histórias sobre os métodos cruéis de tortura utilizadas pelos inquisidores e as péssimas condições em que os prisioneiros eram mantidos foram completamente falsificadas. 

A Inquisição, na verdade, tinha as melhores prisões na Espanha.

Os prisioneiros de tribunais seculares imploravam para que pudessem ser transferidos para as prisões da Inquisição, para escapar do mau trato das prisões seculares

A “lenda negra” sobre a Inquisição começou como uma campanha de propaganda antiespanhola que se expandiu em grande parte por causa da invenção da imprensa. A Inquisição foi o principal alvo.

Os inquisidores não eram sacerdotes fanáticos como são frequentemente retratados. 

Na verdade, muitos deles não eram sacerdotes, mas juristas formados em escolas espanholas.





quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Inquisição Protestante






Responda rápido:
 1) Que instituição religiosa condenou mais de 300 pessoas pela prática de bruxaria, decretando tortura e pena de morte na forca às famosas bruxas de Salem?

 2) Que instituição religiosa levou à morte mais de 30.000 camponeses anabatistas na Alemanha?

 3) Sob que ordens o médico espanhol Miguel Servet Grizar, o descobridor da circulação sanguínea, foi condenado a morrer na fogueira? 

4) Quem mandou para a fogueira mais de mil mulheres escocesas, num período de seis anos (1555 - 1561)?[1] 

Sem dúvida muita gente responderia, sem medo de errar, que a responsável por todas as barbaridades  citadas acima foi a Igreja Católica. Resposta errada.

 Todos esses crimes foram cometidos pela Inquisição Protestante, que quase nunca é mencionada pelos críticos da Igreja Católica, tanto por desconhecimento como também porque esses críticos, muitas vezes, são protestantes... 













Fontes:

http://vozdaigreja.blogspot.com.br/2011/05/entendendo-inquisicao.html
http://objetivoecontundente.blogspot.com.br/2013/01/lutero-o-pai-do-nazismo.html


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O emprego da tortura


“O emprego da tortura (herdado da Inquisição medieval) não era considerado como um fim em si mesmo.

As Instruções de 1561 não estabeleceram regras para seu uso; mas insistiram em que sua aplicação estaria de acordo com ‘a consciência e o arbítrio dos juízes regulares, segundo o direito, a razão e a boa consciência. Devem os Inquisidores observar muito que a sentença do tormento seja justificada, e precedendo legítimos indícios’. 

Em uma época em que o uso da tortura era geral nos tribunais penais da Europa, a Inquisição espanhola seguiu uma política de benignidade e circunspecção que a deixa em lugar favorável, caso fosse comparada com qualquer outra instituição. 

A tortura era empregada só como último recurso e aplicada em muito poucos casos.

Com frequência o acusado era colocado in conspectu tormentorum, quando a vista dos instrumentos de tortura podia provocar uma confissão.”
“As confissões obtidas sob tortura jamais eram aceitas como válidas, porque evidentemente haviam sido obtidas por coação.”
O número proporcionalmente pequeno de execuções constitui um argumento eficaz contra a lenda de um tribunal sedento de sangue.”

Trecho do livro La Inquisición Española – Una revisión histórica [“A Inquisição Espanhola – Uma revisão histórica”], do historiador britânico Henry Kamen. Ele fala sobre a frequência com que se utilizava a prática da tortura nos tribunais da Inquisição, e de como era baixo o número de execuções por parte dos mesmos tribunais. Mais uma postagem tentando derrubar o mito de que a Inquisição teria sido um tribunal “sangrento” e “cruel”. 


Fonte:



O Mito da Inquisição Espanhola - VIDEO LEGENDADO














Pesquisas históricas recentes vêm contestando alguns fatos sobre a Inquisição. Em 6 de novembro de 1994, a BBC de Londres transmitiu o documentário The Myth of the Spanish Inquisition . 

Segundo o programa, que se baseia em anos de pesquisa em arquivos antes fechados, a Inquisição espanhola – tida como a mais cruel e violenta – teve, na verdade, sua imagem distorcida porprotestantes que queriam minar o poder da maior potência mundial na época: a Espanha. 

O vídeo explica que cada processo inquisitorial ocorrido foi registrado individualmente durante os 350 anos em que a Inquisição esteve ativa, mas somente agora esses registros estão sendo reunidos e analisados adequadamente. 

No programa, o professor Henry Kamen, especialista no assunto, admitiu que esses registros são extremamente detalhados e vêm trazendo à tona uma visão da Inquisição espanhola que é muito diferente da que estava cristalizada na mente dos historiadores (ele incluso). 

Henry Kamen lançou, em 1999, o livro The Spanish Inquisition: A Historical Revision. (Yale University Press), que é uma revisão de seu trabalho de 1966 à luz das novas descobertas. 

A Igreja Católica também auxilia nas pesquisas, liberando todos os documentos que antes eram guardados em universidades católicas para aprofundamentos e estudos mais minuciosos sobre a Inquisição Espanhola.












segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A deplorável reputação da Inquisição - verdades e mentiras


devido a uma ação semelhante dos poderes laicos, desviando esse instrumento em seu favor, para fazer das medidas da Igreja um instrumento de dominação – por vezes, entende-se, com a cumplicidade de certos eclesiásticos isolados. 

Contudo, ela só teve um caráter verdadeiramente sangrento e feroz na Espanha imperial do início do século XVI. 

Durante toda a Idade Média, é apenas um tribunal eclesiástico destinado a “exterminar” a heresia, quer dizer, expulsá-la para fora dos limites (ex terminis) do reino. 

As penitências que impõe não saem do âmbito das penitências eclesiásticas, ordenadas em confissão: esmolas, peregrinações, jejuns. 

Somente nos casos graves o culpado é entregue ao braço secular, o que significa que incorre em penas civis, como a prisão ou a morte, pois o tribunal eclesiástico não tem o direito de pronunciar ele próprio semelhantes penas.

Segundo declaração de autores que estudaram a Inquisição pelos seus autos — não importa quais sejam as suas tendências — ela apenas fez “poucas vítimas”. 

Esta é a expressão de Lea, escritor protestante traduzido em francês por Salomon Reinach (Histoire de l’inquisition, t. 1, p. 489). 









Em 930 condenações produzidas pelo inquisidor Bernard Gui durante a sua carreira, apenas 42 conduziram à pena de morte.

 Quanto à tortura, em toda a história da Inquisição no Languedoc apenas se assinalam três casos confirmados em que ela foi aplicada, indicando um uso muito longe de ser generalizado. 

Por outro lado, para que ela fosse aplicada era preciso que houvesse começo de prova, só podia servir para fazer completar confissões já feitas. 

Acrescentemos que, como todos os tribunais eclesiásticos, o da Inquisição ignora a prisão preventiva e deixa os acusados em liberdade até à apresentação de provas da sua culpabilidade.




Fontes:

 (“Luz sobre a Idade Média”, Régine Pernoud)





O número de execuções de hereges foi inferior ao que se apregoa



 O número de execuções reais de hereges pelo braço eclesiástico foi MUITÍSSIMO inferior ao que se apregoa nos meios de comunicação anticatólicos . 

Um desses mitos, espalhados por escritores protestantes ingleses, se refere às torturas sádicas supostamente praticadas pelos inquisidores espanhóis. 










Descobriu-se que a tortura foi raramente utilizada e, mesmo quando se recorreu a ela, isso se deu de maneira limitada. 

Em um grupo de 7 mil pessoas apresentadas à Inquisição em Valência, por exemplo, apenas 2% foram torturados, e não por mais de 15 minutos. 

Execuções eram igualmente raras. 

Até mesmo as prisões da Inquisição estão muito longe das masmorras representadas em sua mitologia. 

Conta-se que os prisioneiros prestes a serem julgados nos tribunais seculares deliberadamente faziam algo que os transferisse para a Inquisição, a fim de receber o tratamento menos severo das prisões eclesiásticas. 

Deve-se mencionar também que se permitia a apelação nos julgamentos dos tribunais da Inquisição, e que se punha os indivíduos que apresentavam falsas acusações …”

Somente no começo do século XIV os elementos sobreviventes do catarismo foram eliminados da região, em grande parte por causa do esforço de Bernard Gui, famoso inquisidor. 

Ele interrogou centenas de suspeitos, dos quais se puniram 636: quarenta com a morte, trezentos com prisão e o resto com punições leves.”

“Nos países que registraram estatísticas a execução foi rara. 

Na Inglaterra, entre 1401 e 1485, por exemplo, queimaram-se 11 hereges. 

É possível que outras execuções por traição tenham ocorrido: o tema da traição confunde os arquivos em todo lugar; em algumas áreas não se fazia distinção entre rebelião contra ordem espiritual e revolta contra a ordem temporal.” 


Fontes:

(“As Sete Mentiras sobre a Igreja Católica” de Diane Moskar, Editora Castela)

http://fratresinunum.com/2013/10/25/apontamentos-sobre-os-artigos-a-inquisicao-o-papa-e-o-suspiro-de-alguns-catolicos-conservadores-e-um-ativista-pro-vida-pode-defender-a-inquisicao-de-julio-severo/
http://www.familycourtchronicles.com/philosophy/inquisition/

sábado, 4 de janeiro de 2014

A pena de morte no contexto da Idade Média



A palavra-chave para descobrirmos a razão pela qual o Estado punia tão severamente aqueles que eram acusados de heresia é justamente o que  dizia São Tomás de Aquino:




É muito mais grave corromper a fé, que é a vida da alma, do que falsificar a moeda, que é o meio de prover à vida temporal.

Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges, desde que sejam comprovados tais,podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte
(Summa Theologiae, II-II, q. 11, art. 3)




A pena de morte, no contexto da Idade Média, nunca foi vista como algo condenável, como é visto hoje pela sociedade hodierna. Devido à precariedade do sistema judicial daqueles tempos e às péssimas condições de tratamento dos criminosos estabelecia-se o regime da pena de morte como punição para aqueles que praticavam crimes. 
Está junto a essa verdade o fato de que a Igreja, naquele tempo, estava integrada ao Estado e por isso a mentalidade da Justiça do Príncipe era quase sempre influenciada pela mentalidade da doutrina da Igreja.
E qual era a mentalidade daquele tempo? Que aqueles que falsificam a fé com suas heresias – o que é muito mais grave do que falsificar uma moeda, por exemplo – devem ser não somente excomungados, mas também condenados à morte. 
Ora, mas onde está a misericórdia nisso? 
Continua São Tomás:
“Na Igreja está a misericórdia em favor da conversão dos que erram e por isso ela não os condena se não depois de uma primeira e segunda admoestação (cf. Tit 3, 10), como ensina o Apóstolo. Mas depois disso, se segue todavia persistente no erro, a Igreja, já sem esperança da sua conversão, cuidando da salvação das almas dos demais, os separa por sentença de excomunhão. Depois são exterminados do mundo com a morte pelo juízo secular.”
(Summa Theologiae, II-II, q. 11, art. 3)
É preciso entender que quem punia com a pena de morte as pessoas acusadas de heresia não era a Igreja, mas o Estado. 
A Igreja era responsável pela investigação – daí o nome “inquisição” -. A execução da pena de morte não era de responsabilidade da Igreja, muito embora ela, no termo das condições e das legislações da época, legitimasse esse ato. 
A heresia, naquele tempo, não era vista como uma simples “divergência de opinião” como é erroneamente vista hoje. Era considerada um crime de lesa-majestade
O Papa Inocêncio III escreve:
“Conforme a lei civil, os réus de lesa-majestade são punidos com a pena capital e seus bens são confiscados. Com muito mais razão, portanto, aqueles que, desertando a fé, ofendem a Jesus, o Filho do Senhor Deus, devem ser separados da comunhão cristã e despojados de seus bens, pois muito mais grave é ofender a Majestade Divina do que lesar a majestade humana” (Epist. 2,1 via Portal São Francisco).
Estão vendo como é errado desintegrar a Inquisição do seu mundo e relacioná-lo com a mentalidade moderna? 
Corre-se o risco de condenar injustamente a Igreja Católica e ferir a verdade. 
É preciso muita cautela ao se tratar de assuntos como esse. Um estudo bem detalhado é recomendado.

O triunfo de São Tomás de Aquino sobre os hereges


FONTE: