domingo, 28 de setembro de 2014

A FOGUEIRA NÃO ERA OBRA DA IGREJA NA INQUISIÇÃO.

As principais penas impostas pelos inquisidores não eram na fogueira. 

Eram as multas, as contribuições para obras pias, as peregrinações, o servir na cruzada durante um certo tempo… 

As penas maiores, reservadas aos hereges sem arrependimento ou pouco sinceros e pouco firmes na sua conversão, eram o cárcere durante um certo tempo ou por toda a vida (prisão perpétua), a confiscação dos bens em proveito do fisco e a entrega deles ao braço secular (Estado, poder civil). 















Esta última pena, que tinha como resultado para o condenado o suplício na fogueira, só era imposta aos não arrependidos e principalmente aos que voltavam a blasfemar novamente.

Esta punição foi imposta por imperadores cristãos, mas, os chefes da Igreja não pediam estes castigos mais extremos. 

E a maioria dos Santos Padres, mostravam-se ser totalmente contra. E foi este o sentir que adotaram a maioria dos Papas do Ocidente. 

A tortura não foi conhecida na atuação dos bispos; e só se introduziu nos processos inquisitoriais no ano de 1252, e mesmo assim eram raras.

O suplício no fogo só se efetuava no dia seguinte, para que o condenado pudesse ainda reconsiderar e voltar atrás, pela madrugada. 

Se durante a fogueira fizesse a negação dos seus erros, era devolvido ao julgamento, e assim se livrava da morte. 

E mesmo assim as condenações à fogueira eram minoria. 

A tortura e pena de morte eram leis civis comuns na época. 

Tanto que o povo ia assistir e se alegrava com o fim do herege. O Estado era quem aplicava as penas de morte e não a Igreja.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

INQUISIÇÃO - É PRECISO SEPARAR AS PENAS CIVIS DAS PENAS RELIGIOSAS




Na Idade Média, a Religião constituía a garantia e o fator de coesão do Estado. Sempre que tentamos delimitar o Direito civil e o eclesiástico, encontramos dificuldades.

 Os leitores das crônicas de Gall Anonim (monge beneditino que escreveu a história da Polônia desde o início até o século XII; não se conhece seu nome; alguns dizem que vinha da Gália, daí o nome Gall Anônimo) muitas vezes fazem a pergunta:

 quebrar os dentes publicamente com um pedaço de pau, devido à quebra ostensiva do jejum, constituía uma pena civil ou eclesiástica? 

Na verdade, era uma pena civil à qual a Igreja se opunha.

Na Idade Média, os problemas criminais, civis e religiosos se interpenetravam. 

Lendo os autos dos processos inquisitoriais, mais de uma vez encontramos bandidos comuns que, surpreendidos pela polícia no ato de violação, de roubo, de assalto à mão armada, rapidamente inventavam uma motivação religiosa para explicar o seu procedimento.

 Por quê? Simplesmente para cair na esfera da justiça da Inquisição e não da justiça civil ou temporal. 

Pois a justiça inquisitorial garantia pelo menos uma investigação, em vez da pena de fogueira imediata, a qual — como a pena de morte ou o decepamento da mão — não foi absolutamente invenção dos inquisidores.





As penas civis eram cruéis e entraram para a história como sendo "penas da Inquisição", quando na verdade eram penas instituidas e aplicadas pelo Estado e não pela Igreja.













quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A VISÃO CARICATURAL DA INQUISIÇÃO E DOS INQUISIDORES



Catolicismo — Também em seu livro o Sr. aponta a criação de um quadro negativo da Inquisição através de livros (sobretudo O Nome da Rosa, de Umberto Eco), pinturas, filmes ou exposições. Realmente, muitos artistas que retrataram a Inquisição (por exemplo, Goya) não viveram na época de sua existência. Pode-se pois perguntar se é fidedigno o que apresentaram. O Sr. conhece artistas que viveram no tempo da Inquisição atuante, que a mostraram de modo fiel?

Prof. Konik — Na mente do homem de hoje, há uma idéia comum que considera o inquisidor como um velho monge encapuzado com inclinações sádicas, inflamado do desejo de autoridade. 

O melhor exemplo disso é a figura de Bernard Gui, inquisidor de Toledo, descrito pelo conhecido medievalista italiano Umberto Eco em seu livro O Nome da Rosa. Pior ainda é a imagem apresentada no filme realizado com base em tal obra. 










Bernard Gui, como figura histórica real, foi inquisidor de Toledo e durante 16 anos exerceu esse cargo. Julgou 913 pessoas, das quais apenas 42 ele entregou ao tribunal civil como perigosos rebeldes (reincidentes, pedófilos, criminosos), o que não significava absolutamente pena de morte para eles. 

Em muitos casos Gui indicava tratar-se de doença psíquica, suspeição de heresia, desistindo de interrogatórios. Segundo a visão preconceituosa dos protestantes, é certo que essas pessoas iriam para a fogueira, ao contrário da verdade histórica.










É importante registrar que escritores protestantes, pouco simpáticos à Inquisição, começaram a escrever a história dela de maneira desfavorável, apresentando-a deformada. 

Também nas expressões artísticas das épocas posteriores à medieval verificou-se um reflexo dessa visão caricatural. 

Mas basta analisar o mundo artístico medieval para observar quadros que apresentam São Domingos convertendo os hereges, 










São Bernardo de Claraval discutindo com eles, ou então pinturas de inquisidores-mártires morrendo nas mãos de hereges — por exemplo, o martírio de São Pedro de Verona; ou de São Pedro de Arbués, assassinado na catedral de Saragoça.









Exemplo de ódio radical contra a Igreja e da manipulação a que me referi é um quadro no Museu Nacional de Budapeste, apresentando uma sala de torturas, intitulado no catálogo “Inquisição”. Só depois de muitos protestos de historiadores, mostrando que o quadro apresentava cena de tortura num tribunal civil, é que o título foi mudado para “Sala de torturas”.

Lembremo-nos de que foram as descrições caricaturais de Diderot, Voltaire e até Dostoiewski que formaram na mente do homem de hoje a visão da Inquisição como um espectro. 

Os historiadores poloneses também não ficaram atrás dos historiadores “progressistas”. 

Deparando diariamente com essa visão distorcida da Inquisição, o homem comum é inclinado a aceitá-la como verdadeira.




Observação:

O Prof. Dr. Roman Konik, nascido em 1968, além de publicista e comentarista de fatos quotidianos de seu país, é doutor em filosofia, professor adjunto da cátedra de estética na Faculdade de Filosofia da Universidade de Wroclaw (Polônia). É autor do livro Em Defesa da Santa Inquisição. A obra suscitou muita polêmica, e apesar do boicote sofrido por parte de livrarias — devido à legenda negra que se criou em torno do tema, apontando os inquisidores como “carniceiros”, torturadores, etc. –– despertou bastante interesse, já tendo sido vendidos mais de 35 mil exemplares. Com a polêmica, o jovem professor vem sendo convidado para conferências em diversas cidades de seu país, a fim de expor sua visão objetiva e bem documentada sobre o assunto, oposta aos mitos criados por certa literatura liberal contra o Tribunal do Santo Ofício.



terça-feira, 2 de setembro de 2014

A IGREJA CATÓLICA NÃO INVENTOU A MORTE NA FOGUEIRA, A PENA DE MORTE JÁ EXISTIA EM OUTROS POVOS E NA BÍBLIA


Não foi a Igreja Católica que inventou a pena de morte na fogueira, e muito menos por motivos religiosos. 

Tal pena já existia em povos antigos e foi adotada pelo povo de Deus, incluindo a pena de morte para as pessoas envolvidas em feitiçarias, por ordem do próprio Deus (Lv 20:14; 21:9; Js 7:25; Ex 22:18).

 A questão foi ter retomado tal prática de condenação. Mas, mesmo a perseguição religiosa sendo prática também de certos Luteranos, Calvinistas (e outros protestantes até hoje), certos Judeus (mataram Jesus e seguidores da época), muçulmanos e ateus (comunistas), a Igreja Católica é a única que pede perdão pelas perseguições em nome da defesa da fé.



Um grande exemplo de perdão para o mundo: o Papa João Paulo II perdoando o homem que tentou matá-lo.









sábado, 30 de agosto de 2014

SANTA TERESA MESMO PERSEGUIDA PELA INQUISIÇÃO A APROVAVA

Prezava a “Santa Inquisição”




O demônio, costuma-se dizer, é o macaco de Deus. Sempre que há fenômenos sobrenaturais, ele suscita outros preternaturais para que se duvide também dos primeiros. 

Na época de Santa Teresa houve muitas falsas místicas, desmascaradas pelo Tribunal da Inquisição. Inimigos e até amigos da Santa, almas rasteiras que não compreendiam que outras pudessem subir tanto, a alertavam sobre esse santo Tribunal, hoje tão caluniado.

 Eis o que Teresa escreveu a respeito, em sua autobiografia:

 “Poderiam levantar contra mim algum falso testemunho e denunciar-me aos inquisidores. Achei graça na idéia. Fez-me rir, porque neste ponto nunca temi. Tinha consciência de que, em matéria de fé, eu estava pronta a morrer mil vezes para não ir contra a menor cerimônia da Igreja, ou por qualquer verdade da Escritura. [...] Em bem mau estado andaria minha alma se nela houvesse coisa de tal natureza, que me fizesse temer a Inquisição. Se eu imaginasse haver necessidade, seria a primeira a ir buscá-la” .

 Ao Padre Gracián, que temia os rumores de que a Inquisição pudesse ir ao recém-fundado convento de Sevilha, por causa de calúnias levantadas por duas ex-noviças, Teresa dizia: 

“Cale, meu pai, e não tenha medo de que a Santa Inquisição, que Deus tem posta para guardar sua fé, dê desgosto a quem tanta fé tem, como eu” .

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

OS SANTOS NÃO CONDENARAM A INQUISIÇÃO




"É de notar que nenhum dos Santos medievais (nem mesmo S. Francisco de Assis, tido como símbolo da mansidão) levantou a voz contra a Inquisição, embora soubessem protestar contra o que lhes parecia destoante do ideal na lgreja".
Dom Estevão Bettencourt



PASTOR ACUSADO DE FRAUDE

Acusado de fraude, pastor Mark Driscoll é afastado da direção da igreja que ele fundou

 
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O polêmico pastor Mark Driscoll está enfrentando sérias acusações e acaba de ser afastado da presidência da Mars Hill Church, megaigreja fundada por ele em Seattle, nos Estados Unidos. A direção da denominação resolveu afastá-lo  por seis semanas para que as acusações de fraude sejam investigadas.
De acordo com as denúncias, Driscoll teria usado o dinheiro arrecadado pela Mars Hill Church para comprar exemplares de seus próprios livros, e assim fazer os títulos lançados por ele entrarem para as listas de mais vendidos. Dessa forma, o famoso pastor induziria os fiéis e outros leitores a comprarem seus livros.
Segundo informações de diversos veículos internacionais, há suspeitas de que Driscoll também subornava editores de literatura que organizam as listas dos livros mais vendidos para que suas obras estivessem sempre entre os primeiros colocados.
Crise
Entre acusações de plágio e práticas hereges, Driscoll foi afastado da organização Atos 29, que é reconhecida como uma importante entidade cristã nos Estados Unidos. A rede de livrarias Lifeway retirou os livros de Driscoll de seu catálogo nas 200 lojas de todo o país, e outras livrarias seguiram o mesmo caminho.
As graves acusações contra o pastor receberam um grande aditivo quando um grupo de 21 ex-pastores da Mars Hill Church procuraram a direção da denominação para protocolar denúncias de abuso de poder contra Driscoll.
Os problemas de Mark Driscoll passaram a ser um dos assuntos mais comentados entre os evangélicos dos Estados Unidos, e a comunidade reformada do país passou a cobrar da Mars Hill explicações sobre as denúncias.
Num primeiro momento, a igreja optou por publicar uma nota dizendo que o pastor contava com apoio total e irrestrito da comunidade. Porém, no último domingo, durante o culto, a direção da igreja optou por comunicar os fiéis sobre o afastamento do pastor.
De acordo com o Huffington Post, o próprio Mark Driscoll gravou um vídeo afirmando que estava suspenso por no mínimo seis meses, enquanto os fatos eram esclarecidos.

FONTE:
http://www.pantanalgospel.com.br/site/acusado-de-fraude-pastor-mark-driscoll-e-afastado-da-direcao-da-igreja-que-ele-fundou/